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Soulshine grava a banda Tihuana
 

 

 

O sucesso da banda de rock alternativo não é gratuito. O capricho e o cuidado dos cinco rapazes é uma espécie de religião na hora de escrever as músicas – da concepção das letras, melodias, harmonias e arranjos, até a mixagem. Isso é que explica o fato de o Tihuana estar na moda há mais de uma década, resistindo à pesada concorrência de grupos mais jovens, de mesmo perfil. Com média de idade de 38 anos, os “meninos” mandam muito bem. E são, antes demais nada, cuidadosos.

Essa característica valoriza ainda mais a escolha do Estúdio Soulshine. Vocalista do grupo, Epypcio faz questão de dizer que isso não quer dizer que o Tihuana vá abandonar o antigo estúdio. Pelo contrário, a ideia é finalizar o CD na casa de sempre. “Mas vamos fazer as guias todas no Soulshine e já sair de lá com tudo prontinho para gravar. E estamos muito satisfeitos com a acolhida que tivemos”, conta Epypcio. Único paulistano da banda, ele se aproximou do estúdio levado por PG, o baterista, carioca, que, por sua vez, chegou ao Soulshine levado pelo diretor Roberto do Amaral. Léo, guitarrista do Tihuana, é de Sertãozinho (SP), criado no Rio de Janeiro, assim como Roman (baixista), de nacionalidade argentina. Baia, na percussão, fazendo jus ao nome, nasceu na “boa terra”.

Desde 1999, o Tihuna já produziu seis CD e um DVD. O primeiro, “Ilegal”, lançado em 2000, estourou, empurrado pelas faixas “Que vez” e “Tropa de Elite”, regravada no sexto CD, revitaminada pelo lançamento do filme de mesmo nome.

 

Formada em 1999, a banda cultiva influências que percorrem vários gêneros – do rock mais pesado, passando pelo rapcore, punk rock e reggae até as baladas mais românticas. O tempero é latino. A receita é de sucesso.

 

Consultoria total

O que atraiu o Tihuana para o Soulshine, primeiro, segundo Agypcio, foi o “ambiente amigável, ideal para quem quer ensaiar em paz”, elogia. No coração do musicalíssimo bairro de Pinheiros, o Estúdio Soulshine, inaugurado há menos de um ano, coloca a tecnologia a serviço do melhor em produção de peças de áudio e vídeo. Sem preconceito quanto a gêneros musicais, o Soulshine não escolhe clientes. “Os clientes é que nos escolhem”, orgulha-se o músico, guitarrista, Othon Ribeiro, diretor técnico e responsável pela engenharia de som.

“A vida toda eu pensei em fazer da engenharia de som o laboratório perfeito para produzir CDs, DVDs, gingles e tudo o mais que, em vídeo e áudio, exija o perfeito casamento da criatividade com a tecnologia. O Soulshine me dá a chance de realizar esse sonho”, resume Othon, feliz com a maneira rápida como engorda a carteira de clientes. Por lá já passaram outros conhecidos nomes da música brasileira, boa parte ligada ao Clube Caiubi de Compositores, tais como Tavito e o parceiro dele, Zé Rodrix, que, antes de falecer, gravava no Soulshine.

 

 

“A grande procura se explica em função do forte acento que nós colocamos nos serviços de consultoria. O atendimento sob medida, personalizado, dirigido, em menos de três meses de funcionamento, trouxe para cá músicos, cantores, compositores e publicitários e todos os profissionais que precisam desse tipo de atendimento. Em especial, os independentes, que nem sempre têm a retaguarda de produção que a gravação das boas peças de áudio e vídeo requerem”, explica Othon, que soma aos conhecimentos de engenharia de som o fato de ser guitarrista, ex-integrante da popularíssima banda Sampa Crew.